Governança: Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande São Paulo (CONISUD) e Prefeituras envolvidas
Municípios envolvidos: Itapecerica da Serra, Embu-Guaçu, Embu das Artes, São Lourenço da Serra, Juquitiba, Cotia, Vargem Grande Paulista e Ibiúna
Distância total do Circuito: 315 km
Período para percorrer todo o Circuito: 5 dias (média)
Arquivo KMZ do Circuito Mata Atlântica: BAIXAR AQUI
Circuito no Google Maps: VER AQUI
Site: https://www.conisud.sp.gov.br/circuito/


Trecho 1 - Cotia
Extensão: 32 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 844 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 761 metros
Altitude mínima do trecho: 769 metros
Altitude máxima do trecho: 954 metros
Dificuldade: Moderada
Trecho 2 - Vargem Grande Paulista
Extensão: 23,8 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 386 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 438 metros
Altitude mínima do trecho: 771 metros
Altitude máxima do trecho: 948 metros
Dificuldade: Fácil/Moderada
Trecho 3 - Cotia
Extensão: 16,6 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 317 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 290 metros
Altitude mínima do trecho: 865 metros
Altitude máxima do trecho: 945 metros
Dificuldade: Fácil
Trecho 4 - Ibiúna
Extensão: 70,9 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 317 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 290 metros
Altitude mínima do trecho: 865 metros
Altitude máxima do trecho: 945 metros
Dificuldade: Fácil
Atrativos principais:
- Cachoeira do Vargedo
- Ponte Sobre A Represa
Trecho 5 - Juquitiba
Extensão: 44 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 763 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 698 metros
Altitude mínima do trecho: 630 metros
Altitude máxima do trecho: 789 metros
Dificuldade: Moderada
Trecho 6 - São Lourenço da Serra
Extensão: 29,2 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 546 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 404 metros
Altitude mínima do trecho: 688 metros
Altitude máxima do trecho: 860 metros
Dificuldade: Moderada
Trecho 7 - Embú-Guaçu
Extensão: 26,4 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 217 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 253 metros
Altitude mínima do trecho: 743 metros
Altitude máxima do trecho: 869 metros
Dificuldade: Fácil
Trecho 8 - Itapecerica da Serra
Extensão: 55,1 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 1112 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 1146 metros
Altitude mínima do trecho: 789 metros
Altitude máxima do trecho: 954 metros
Dificuldade: Difícil
Trecho 9 - Embu das Artes
Extensão: 17,2 km
Ganho de elevação (desnível positivo): 358 metros
Ganho de descidas (desnível negativo): 348 metros
Altitude mínima do trecho: 782 metros
Altitude máxima do trecho: 896 metros
Dificuldade: Fácil

Com 315 km de extensão, Circuito Mata Atlântica Grande SP será oficialmente inaugurado no próximo dia 18 de agosto
Passando por oito municípios e localizado a minutos da capital paulista, o Circuito é uma iniciativa do Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande SP (CONISUD) e conta com apoio da Aliança Bike e da Rede Trilhas
Quem pedala por esporte, lazer ou busca contemplar a exuberância da nossa Mata Atlântica vai ganhar uma nova opção de programa a menos de uma hora de São Paulo. Um dos circuitos mais esperados do ano, o Circuito Mata Atlântica Grande SP abrirá todos os trechos no próximo dia 18 de agosto, véspera do Dia Nacional do Ciclista.
Em formato circular, o início do Circuito se dá em Cotia, em um dos locais mais emblemáticos para o mountain bike nacional, o Parque CEMUCAM. Depois de Cotia a Rota segue para Vargem Grande Paulista, Ibiúna, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Embu das Artes e retorna para o CEMUCAM.
“A região sempre foi conhecida por suas belas trilhas em meio à Mata Atlântica e por isso sempre foi bem movimentada. Com a pandemia, percebemos que a circulação aumentou, sobretudo de ciclistas que buscavam partes do atual circuito como um escape aos finais de semana. A partir daí, juntamos os municípios para conversar sobre o que poderíamos fazer para oferecer um trajeto mais estruturado e atrativo para os cicloturistas”, comentou Brígida Sacramento, Secretária Executiva do Consórcio Intermunicipal da Região Sudoeste da Grande SP (CONISUD).
A criação do Circuito Mata Atlântica Grande SP envolveu várias organizações, como a própria Aliança Bike e a Rede Trilhas, além do SEBRAE, grupos de empresários da região e investidores privados como a ACISE e a Sincoplastic, que patrocinaram parte de toda a sinalização do Circuito. “Foi o esforço coletivo que acelerou o processo e mitigou alguns riscos. Testamos as trilhas algumas vezes e em diversos pontos. Já temos uma sinalização implantada e que vai ganhando sofisticação ao longo do tempo”, acrescentou Sacramento.
Para Daniel Guth, diretor executivo da Aliança Bike, “apesar da Grande São Paulo figurar como a maior e principal conurbação metropolitana do Brasil, parcelas importantes do território dos municípios envolvidos com o Circuito se encontram em áreas de proteção ambiental, culminando em uma região de alto potencial ecoturístico e, principalmente, cicloturístico”.
Ainda, conclui Guth, “a prática do mountain bike, através de dezenas de grupos de pedal, já é uma realidade para os municípios integrantes do Circuito, tendo as rotas indicadas sido fruto de diálogo com ciclistas das regiões”.
Pedaladas em meio à Mata Atlântica
Com exatos 315,2 km de extensão, o Circuito oferece boa diversidade de programas e atrações em seus diferentes trechos. O contato próximo com a Mata Atlântica é uma das características que mais atraem ciclistas e boa parte da rota está inserida em áreas de proteção ambiental.
São parques municipais e estaduais, áreas de mananciais, cachoeiras, nascentes de rios e bosques de mata nativa, além de sítios e produtores de alimentos e produtos agroflorestais que já chamavam a atenção de ciclistas e agora prometem atrair ainda mais visitantes.
Para ciclistas que quiserem mergulhar ainda mais na Mata Atlântica, a partir do Circuito, no trecho de Ibiúna, é possível desviar para conhecer a maior reserva privada de Mata Atlântica do país, o Legado das Águas.
Atrativos culturais
A extensão do Circuito também permite que cada município ofereça diferentes programas culturais para seus visitantes. Em Cotia, por exemplo, encontra-se o maior templo Budista da América Latina, o Zu Lai, e o recém inaugurado Animalia Park. Já em Juquitiba está a única Vila Viking do continente latinoamericano e outras diversas atrações relacionadas a esportes radicais. Em São Lourenço da Serra, o destaque é a gastronomia, com foco para a produção de shimeji e cambuci, alimentos com os quais são preparadas especiarias famosas como geleias e outros pratos.
O comércio local também se mobiliza para receber mais visitantes, como já vem acontecendo há certo tempo. “Conforme a trilha começou a ficar mais famosa, muito antes de ser oficializada, os comerciantes da tradicional feira de artesanato de Embu das Artes começaram a perceber que o movimento de suas lojas e barracas também cresceu. Isso gerou interesse de investimento nesse novo circuito e a expectativa é que o comércio local cresça e ofereça ainda mais serviços nos arredores”, completa a Secretária do CONISUD.
Como evolução natural do percurso, o CONISUD e a rede de parceiros já planejam futuras integrações no Circuito Mata Atlântica: “É uma constante evolução. O que já temos no radar é a melhoria contínua da sinalização, com vários alertas de proteção e consciência ambiental, assim como uma possível expansão das trilhas para englobar a Rota da Cerveja, que seria mais um grande atrativo para os cicloturistas”, finalizou Sacramento.
A inauguração oficial do Circuito Mata Atlântica acontece no dia 18 de agosto, às 10h da manhã, no Hotel Terras Altas, em Itapecerica da Serra. A data antecede o Dia Nacional do Ciclista.